Rest in Peace

Friday, June 26, 2009

Michael Jackson


Estranho, como a notícia da sua morte me abalou. A dele e a de outros. Lembro a morte do vocalista dos Queen. Fui-me abaixo!! Mesmo. Dá para acreditar? No fundo, os chamados amigos, familiares, amados, amantes, aqueles que conhecemos e com quem contactamos ao vivo e a cores, aqueles que tantas vezes enchem a nossa vida de algo parecido a felicidade, são também os que nos desiludem e magoam. Faltam-nos quando precisamos deles e abandonam-nos sem dizer ADEUS! Um belo dia, o dia da nossa angústia e desalento, o dia em que estamos fragilizados, tristes, a gritar AJUDEM-ME!, eles não estão lá, os nossos amigos, familiares, amados, amantes! Mas estão lá os discos, as músicas, os livros, as personagens, os escritores, os filmes, os nossos actores favoritos, as telenovelas, os actores, a televisão, o jornalista que gostamos de ouvir.
Estão lá o Garfield, o Sinhozinho Malta, o José Rodrigues dos Santos, o Peninha, O Jeff Goldbloom, a viúva Porcina, O Carlos da Maia, o Ega, o Zé Carioca, Ravelstein, Mr. Ripley, Gabriel Garcia Marquez, Johnny Depp, Astérix, Berlioz, O conde de Abranhos, Mira Pireza, Tom Jobim, Queen, Hugh Grant, Mr. Bean, o rato Mickey, etc., etc, etc. Estava lá também Michael Jackson, e continuará a estar. Todos eles fazendo-nos companhia com o seu trabalho e com a história das suas próprias vidas. Tudo para nos distrair! Para nos ajudar a passar o tempo. Quando um deles morre, é verdadeiramente o nosso verdadeiro amigo, familiar, amado, amante que morre. É assim que sinto. Por isso, hoje, faço luto. Estou triste. Sinto saudade!
I love you! Rest in Peace :'(

[Clip] Michael Jackson - Leave Me alone

He's dead!
Thank you MJ for your songs, for your voice, for your message.
Thank you for being black! Thank you for being white!
I'm happy you're DEAD( I weep as I write this )! No more decay! No nothing!
REST IN PEACE!!! I love you!

Monday, May 18, 2009

A boa poesia satírica que nos ajuda a carregar a vida!

Poema do alegre desespero

Compreende-se que lá para o ano três mil e tal
ninguém se lembre de certo Fernão barbudo
que plantava couves em Oliveira do Hospital,
ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Dores
que tirou um retrato toda vestida de veludo
sentada num canapé junto de um vaso com flores.
Compreende-se.
E até mesmo que já ninguém se lembre que houve três impérios no Egipto
(o Alto Império, o Médio Império e o Baixo Império)
com muitos faraós, todos a caminharem de lado e a fazerem tudo de perfil,
e o Estrabão, o Artaxerpes, e o Xenofonte, e o Heraclito,
e o desfiladeiro das Termópilas, e a mulher do Péricles, e a retirada dos dez mil,
e os reis de barbas encaracoladas que eram senhores de muitas terras,
que conquistavam o Lácio e perdiam o Épiro, e conquistavam o Épiro e perdiam o Lácio,
e passavam a vida inteira a fazer guerras,
e quando batiam com o pé no chão faziam tremer todo o palácio,
e o resto tudo por aí fora,
e a Guerra dos Cem Anos,
e a Invencível Armada,
e as campanhas de Napoleão,
e a bomba de hidrogénio,
e os poemas de António Gedeão.
Compreende-se.
Mais império menos império,
mais faraó menos faraó,

será tudo um vastíssimo cemitério,
cacos, cinzas e pó.

Compreende-se.
Lá para o ano três mil e tal.
E o nosso sofrimento para que serviu afinal?

António Gedeão…

Saturday, May 02, 2009

Porque hoje é sábado


O sábado é o meu dia preferido. Marca a saída da semana - o barulho imenso e incómodo - e está separado de uma outra semana pelo domingo. O sábado é uma barreira, um parêntesis, uma trincheira, um abrigo. Porém, há sábados com as janelas abertas sobre os outros dias. Detesto janelas abertas. Deixam entrar a realidade...

Friday, May 01, 2009

Cockney Rebel..Sebastian..Graphics by raYTurner

lá lá lá láá lá lá lááá....!
Sebastian, - Sebastião o símbolo do saudosismo português. Encontrei-te, não no nevoeiro, mas no grande espaço da Internet. Que saudade, que saudade imensa! I'm haunted, I'm gratefully sad and lonely...!

«...your lips rubi blue never speak a sound...!»
Rubi blue... azuis como um rubi... ! Lindo! Lindo!

Velvet Goldmine - Sebastian

« ...his eyes rubi blue don't speak a sound...»

Thursday, April 23, 2009

Dia dos Livros


Não poderia deixar de escrever daqueles que são a minha companhia silenciosa e dócil. Aqueles que me dizem palavras sempre que delas preciso. Os meus livros. Aqueles - os únicos - que enchem a minha vida de colorido. Aqueles que contêm as pessoas amáveis que me contam histórias, partilham a sua vida, as suas emoções o seu espaço. Agora também como investigadora! Mas prefiro apenas ler...!
O Perfume.
História de um assassino!
Para quê o subtítulo? Ele não sabe o significado do verbo assassinar. Ele apenas vive no mundo dos aromas, dos odores e quer apenas uma coisa: ser amado! O mesmo procuro eu. E na impossibilidade, procuro conforto, algum esquecimento... e muito riso!

Wednesday, March 25, 2009

Deus Lhe Pague - Chico Buarque

Deus Lhe Pague
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague

Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"
Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir
Um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague

Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui
O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair
Deus lhe pague

Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir
Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague



Monday, March 23, 2009

Beethoven - Moonlight sonata (Luz de luna)

Uma obra que traduz toda a beleza calma da noite, quando as luzes pintam quadros na fachada dos prédios! Quando o ruído baixou para níveis humanos, quando os corpos procuram a cama, os olhos se fecham...quando não há vozes, gritos, ordens para cumprir. Quando os raios tórridos do sol dão lugar à luz fria da lua. Quando só há paz.... o próprio...quando os sonhos se perfilam para encher os sonhos dos que dormem...
A beleza...a beleza... imensa....!