Tuesday, August 15, 2023

Normalizar o "vulto"


 As novas mulheres têm vultos entre as pernas... Vamos normalizar o vulto.

Estou a sonhar? Isto é uma piada? Isto é a realidade: o novo normal.

As novas mulheres



Muito bem, minhas senhoras, mas mantenham-se longe das casas de banho para mulheres.

Horrível Mundo Novo...

 






Vivemos, de facto, numa sociedade que tem horror ao saber, à cultura, à ciência. Como diz a Dra. Anna Lofti, vivemos uma sociedade que é "anti-intelectual". Vale tudo. As opiniões, as intuições de cada um são tão válidas como o Conhecimento, isto é, o verdadeiro conhecimento, aquele que se aprende nos "bancos da escola", nos livros, enfim, nos locais onde se encontram as pessoas que gostam de estudar, de investigar, de divulgar conhecimento. Este não se compadece de opiniões. 
O conhecimento hoje não cabe na metáfora de "anões nos ombros de gigantes". Ou seja, o cientista hoje, em sentido lato, não se vê como alguém que vai acrescentar àquilo que já existe. Não. O novo cientista, o novo académico, parte do zero. De forma impressionista, deita o seu olhar em redor e foca-se no registo das suas intuições. À tradição vai buscar apenas aquilo que lhe permite validar as suas elucubrações. Em alternativa, limita-se a desconstruir a tradição, o cânone, digamos ou, pior, a destrui-la. A razão morreu, abrindo as portas à emoção.
 É a emoção que pontifica na sensibilidade à flor da pele da cultura "woke". No centro do "wokismo", só há vítimas: de racismo, de xenofobia, de homofobia, de transfobia, etc. Na sua periferia, estão os defensores dessas vítimas: ativistas disto e daquilo, corporações, políticos e académicos! Contudo, vítimas mesmo são as crianças em idade escolar, entregues nas mãos de professores que se preocupam com tudo, excepto com aquilo de que deveriam ocupar-se: o conhecimento! Anna Lofti está justamente a liderar um "movimento" que vai processar o governo do Reino Unido devido àquilo que está a ser ensinado a crianças da primária em matéria de transsexualidade. Aliás, de sexo e género em geral. O sexo tornou-se matéria incontornável em muitas escolas do Reino Unido, EUA e Canadá. Tenho lido e assistido a programas, debates e declarações de estarrecer.  Deixo umas frases que cito de memória:

- As mulheres podem ter pénis?
- Claro que sim. (político britânico)

- Quero ser a primeira mulher transgénero a fazer um transplante de útero, para engravidar e poder abortar. 

- As mulheres trans são muito melhores que as mulheres cis: podem fazer sexo sem engravidar.

- O que é uma mulher?
- ...

- O que é uma mulher?
- É alguém que se sente mulher. 

- Pai, acho que estou a começar a gostar de mulheres. (mulher trans, anteriormente homem homossexual)
- Que bom. Gostava que engravidasses uma mulher.
- Não. Eu é que vou engravidar!

- Mulheres biológicas? Isso das mulheres biológicas é só uma maneira de falar para diminuir as mulheres transexuais. Não há mulheres biológicas. Há mulheres!! (mulher trans)

- Fui expulsa da casa de banho das mulheres!!!!! (mulher trans, com barba e cabelo no peito)

- A barba não é uma característica masculina!!! (mulher trans)

- Fui expulsa da casa de banho por uma mulher e não posso fazer queixa dela, porque ela é de cor e eu sou branca. Se fizer queixa, com esta coisa da supremacia branca, ainda me meto em sarilhos. (mulher trans com barba e uma enorme maçã de adão).

- Mulher trans: quais são os seus pronomes?
- Mulher: Desculpe? Não é óbvio? Eu não direi jamais os meus pronomes.

Nem eu! Uma coisa me custa imenso nisto tudo. Sempre fui respeitadora da maneira de ser dos outros. Aliás, é importante sê-lo na minha profissão. Respeito uma pessoa com disforia de género e que faz mudança de sexo, mas não tenho paciência nenhuma, nem respeito, em relação a "mulheres" com barba, cabelo no peito e pénis entre as pernas, que dizem ser mulheres, querem ser tratadas como mulheres, usar as casas de banho das mulheres e participar em equipas desportivas femininas.   











Tuesday, August 01, 2023

O Reino do Pineal

 

Eu fui ler as últimas no canal do jornalista pela verdade, que defende com unhas e dentes o Reino. Ele fez uma reportagem e só viu maravilhas. Que as pessoas não estejam registadas, estejam em Portugal, mas é como se não estivessem, não lhe interessa. Também o inefável guru e escritor que não obedece, mas todos os dias tem dizeres - pavorosos!! - que gostaria que fossem obedecidos, acha o referido Reino um paraíso. Mais: o Estado - aliás S.I.S.T.E.M.A. - só não gosta daquela gente porque ela é autossuficiente e ao Estado, claro, não interessa gente que pensa pela própria cabeça. E deviam ver a cara (de parvo) com que o guru escritor profere estas pérolas de sapiência. Bem, dizia eu, fui ver as últimas notícias e não fiquei desiludida. Os comentários dos seguidores do jornalista pela verdade são o divertimento de que eu necessitava neste dia em que fiquei até às 5 da tarde à espera dos CTT: lesmas!!! Todos são a favor do Reino e do rei. Mas apareceram uns dissidentes a estragar a narrativa. A chamar a atenção que não se pode estar assim num país estrangeiro AKA república das bananas, sem estar identificado e obedecendo às leis do país. Etc., etc. Entretanto, alguém traz a questão de que no Reino acreditam que a terra é plana e que o homem não foi à lua. A discussão aquece, escusado será dizer. Alguém, de imediato, escreve um arrazoado defendendo que sim, que é plana. E pergunta: porque é que se diz planeta? Não se diz boleta. Não se diz esfereta. Não se diz redondeta. E porque será, continua, que NASA ao contrário quer dizer engano em hebraico, se não estou em erro. E continua falando da guerra entre aspas na Ucrânia, porque também é uma invenção, como invenção foi a covid. Esta exposição colheu muitos likes e corações dos seus apoiantes. E é quando um indivíduo, já farto de tanta teoria esdrúxula, deixa esta verdade que eu subscrevo na íntegra: 

A Terra não é nada plana. A Terra é um cubo, um cubo mágico, com 5 faces planas e uma curva, em abóboda. Gira em redor dela um charuto, sempre aceso, a que chamam de Sol. A Lua é um tamanco, só não consigo prová-lo porque não chego lá com o banco.
Vivam os charros.