Thursday, July 30, 2020

Livros, Filmes e Música





Wicked Game é perfeito para o filme My Cousin Rachel, baseado no romance homónimo de Daphne Du Maurier, a autora de um dos meus romances preferidos: Rebeca.

Penso que vou rever filmes que decorrem noutras épocas. Parecia tudo tão perfeito, apesar das tragédias. O espaço era amplo, as casas, grandiosas, eram cenários de pesadelo: perfeitas. E a música de Chris Isaac, na versão dos Ursine Vulpine, parece ter sido feita a pensar na Prima Raquel...

Belo programa de férias: pintar a casa - já comprei as tintas e os pincéis, só já falta pintar!! -, ver filmes, ler livros, e ouvir música. Etc., etc., etc.   

Tuesday, July 28, 2020

Férias 2020





As férias chegaram, apesar de tudo. Trabalhei em casa. Que bom. Passei o fim de semana a preencher folhas de Excel, juntamente com uma colega, através do Meet. Reuniões via Teams, via Zoom, via Meet. Também dei por mim a ser espiada  - ESPIADA! - através do Messenger... Fiquei furiosa e pelo meio da noite, com a câmara tapada, entrei na Internet e bloqueei a besta quadrada. São as aventuras possíveis, e eu gosto delas, na medida em que, apesar de tudo, estou sozinha. Falo, mas estou sozinha. Alguém do outro lado do mundo aproveita para espiar-me, mas eu continuo sozinha. O que é que me aborreceu verdadeiramente? É que nem tinha um batom nos lábios!!! Não se faz. Não se espreita uma mulher que está desgrenhada e sem uma corzinha nos lábios. É uma tragédia.

 Por sua vez  o YouTube, que é o país semi-estrangeiro em que me fixei, resolveu surpreender-me com um álbum completo dos Hooverphonic, um grupo muito próximo dos Portishead. E o que é bom traz sempre mais coisas boas, tal como o que é mau traz sempre mais coisas más, de que falarei um dia destes. Passei, pois, boa parte do dia a ouvir música belíssima.

Tenho três livros em cima da mesa e mal os abri. Que horas são? Bastante tarde. Vou abrir os livros.



"Ludovica nunca gostou de enfrentar o céu. Em criança, já a atormentava um horror a espaços abertos. Sentia-se, ao sair de casa, frágil e vulnerável..."



Teoria Geral do Esquecimento, J E Agualusa



"Sim, sou um nostálgico da simplicidade. Tenho 5000, 6000 livros. Mas o meu sonho supremo era ter apenas 10 ou 20 e fechar a contagem. Ah, como seria bom reunir os livros da minha vida numa única estante e deixar que o ruído do mundo, e das letras, passasse lá fora."



Vamos ao que interessa - crónicas, J P Coutinho



Apetecia-me continuar a viver a noite assim, a abrir e a fechar livros, não a dormir, a viver...  Caso durma e tenha um sonho épico ou um pesadelo épico, no entanto, continuarei a viver... Não a abrir e a fechar livros e a sentir os minutos da noite, mas a viver...

Saturday, July 25, 2020

Wednesday, July 15, 2020

Felipe Neto: gooood!





Very well said. I'm referring to his accent, of course! Not.



The teenager? Pathetic philosopher ...

Monday, July 13, 2020

A Ausência



Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

Guronsan... Eno... Qualquer coisa.... please!


Aaarrrrgggghhhhhhhhhhh 

Não bastava eu ter a mania de pôr a loiça suja em cima da máquina em vez de dentro da máquina, e agora isto.

Já é bastas vezes mau ouvir O Homem que Mordeu o Cão, enquanto tomo o pequeno-almoço ... hoje por exemplo: as façanhas de uma criancinha numa casa de banho a fazer pinturas *castanhas* nas paredes. Need I say more?  Mas eu já estou vacinada. 
Há porém uma infestação de anúncios e cantoria no YouTube, uma coisa desmedida. Há algum tempo, só tinha de preocupar-me com a pasta de dentes contra o .... uhhhh ... sangramento das gengivas,  que apresentava um desagradável misto de cuspo e sangue a escorregar num lavatório em direcção ao ralo. Um pesadelo! Um pavor. Ontem, porém, estava eu consolada a encher-me de  Nutella em pequeninas tostas, de tal modo que até fiquei assada nos cantos da boca, devido ao excesso de chocolate, quando ouvi: aprenda a tirar a cera dos ouvidos. Fechei logo os olhos! Mas ainda vi uma coisa parecida com a extremidade de um parafuso que, presumo, é para atochar nos ouvidos e extrair a dita cera! 

Senhores da publicidade: contenham-se! Há gente a querer alimentar-se.  

Friday, July 10, 2020

A VIDA DOS INDÍGENAS BRASILEIROS IMPORTA



«O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vetou um projecto legislativo que obrigava o Governo federal a fornecer água potável, higiene e camas hospitalares a indígenas, por serem considerados “grupo em extrema situação de vulnerabilidade” durante a pandemia de covid-19.»

«Bolsonaro justificou o veto de 16 alíneas do projecto legislativo argumentando serem contra o interesse público e inconstitucionais, por criarem despesa obrigatória sem demonstrar o “respectivo impacto orçamentário e financeiro”.»

GENOCIDA!

https://www.publico.pt/2020/07/09/mundo/noticia/bolsonaro-veta-lei-define-indigenas-grupo-extrema-vulnerabilidade-1923744

Imagem: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2020/01/18/indios-repudiam-exploracao-de-terras-indigenas-em-carta-ao-congresso-escrita-em-reuniao-mobilizada-pelo-cacique-raoni.ghtml

Tuesday, July 07, 2020

Mon Cherry!


Huuummmmmmmmmm. Não pode crescer mais aqui, mas ainda falta ali: 4 dedos! É muito dedo ainda. Talvez em setembro esteja bem. Talvez... 

Cerejas




Mais um dia quase a terminar. Faltam ainda uns quantos relatórios, mais um avanço na correção do portefólio, um banho, e depois é cama mesmo. Ando a arrastar-me... 
Hoje, finalmente, estreei a minha máscara das cerejas. 5-line-masks Premium cherry. Foi a melhor parte do dia. Tive de ir à rua, o que é sempre perigoso, e não falo do vírus ou só do vírus. Por falar,  que bela palavra, covíboras. Imaginativa. E não fui eu que inventei! 

Friday, July 03, 2020

Wednesday, July 01, 2020

Ler para Esquecer...


A lata dos incompetentes! Deve ser muito triste para certas pessoas verem-se numa profissãozinha como esta e serem, portanto, NADA. Como são NADA e nada podem e levam nas orelhas dos outros nadas - eu vi -, andam sempre em busca de um nada da categoria nadinha ou nadinha mesmo, para poderem eles arrear também! Mas é vê-los, desfazendo-se em tutoriais e webinares, as novas pragas a par da Covid, do corona, das coironas e do novo vírus da gripe suína que se perfila, na pole position,  para nos entrar pelos orifícios faciais: ele é  as narinas, ele é o bucal, o orelhal, os poros, sei lá... um arraial de orifícios. 
Andam os profissionais da indústria da metafísica e outras metas  - só metas -  de boca cheia de digital e de mais digital e nem têm arcaboiço para fazer os mínimos. Aliás, os minimosinhos. É como as pontes. Só depois de feitas é que se fazem os acessos, de preferências quando as pontes, de velhas, já não se aguentam nas colunas. Very Typical!
E aquela coisa, credo, parece uma rede e não é de pesca. As boas redes de pesca de antanho, sendo cerzidas por agulhas de madeira à beira-mar. Hoje é aquela tristeza, aquela vozearia, aquelas fronhas, de sorriso bovino, plasmadas em múltiplas fotografias. Que bicheza, que selva. É só poluição. Estou derreada. Pudera!!
Tive de ir à Wook em busca de livros para sobreviver. E livros de papel. Quero apalpar e não é o Kindle. É papel mesmo. É agarrar-me e não é ao computador, o sítio imundo onde existem aquelas coisas. Aliás, também tenho que comprar um novo computador só com as minhas coisinhas. Um computador limpo, de máscara, com as teclas etilizadas, com software MEU só MEU. Sem as camadas de estrume virtual, digital e o diabo. 
Foda-se!!!