Rest in Peace

Wednesday, December 31, 2025

Awaiting


Já nem sabia que ainda havia filmes destes capazes de me surpreender. Brilhante!!

Tuesday, December 30, 2025

Viagem

 

Eu ia adormecida no banco de um comboio em andamento. Era a única passageira embora, por vezes, se sentisse a agitação de inúmeras pessoas em debandada, arrastando malas pesadíssimas. Sentia-me bem naquele comboio escuro, viajando no silêncio da noite. Tinha os olhos fechados, o que não me impedia de ver os assentos austeros e vazios, o corredor trespassado de sombras, os rectângulos transparentes das janelas e as linhas de aço estendidas no chão, a perder de vista. Obriguei-me, no entanto, a dormir sentada, para melhor sentir a viagem e o banco, amável, ajeitou-se para me acolher, como um colo.

Por vezes, passávamos por estações vazias, outras vezes, por estações cheias de gente em movimento frenético, atropelando-se e produzindo um barulho aterrador. O comboio, porém, seguia em frente, veloz, transportando-me simplesmente a mim, sua única passageira. De repente, a noite encheu-se de um nevoeiro doce e transparente, com reflexos de verde. Abri os olhos. Seguíamos numa linha invisível, à beira mar. Por vezes, as ondas entravam pelas janelas fechadas, deixando um rasto suave de humidade. Levantei-me. Ao longe, via-se uma estrutura gigantesca sem volume. Poderia ser a parede de uma casa assombrada ou de um palácio em ruínas. Tinha portas enormes e janelas de vidros partidos, das quais pendiam cortinas transparentes ou teias de aranhas, ou ambas. Tinha também um enorme terraço, meio enterrado na areia branca e fina, pura como a seda. Por todo o lado, em volta da casa, cresciam flores minúsculas de cor indefinida. Depois, apareceram outras casas mais pequenas, mas com janelas enormes e outras ainda que o nevoeiro encobria e não deixava ver. Eu sentia-as, como se estivesse dentro delas, habitando-as a todas em simultâneo. Colei-me aos vidros do comboio. Tentei abrir as portas, as janelas. Queria sair. Permanecer para sempre naquele mar, naquele nevoeiro. Em vão. Eu era a única passageira de uma viagem que ainda não tinha terminado. Apoderou-se de mim uma angústia indizível, à medida que todas as casas, da mais pequena ao palácio imponente e sem volume, foram desaparecendo na distância. Sentei-me. Tínhamos voltado à noite e às sombras. De repente, um túnel horrorizado com a penetração eminente desintegrou-se em milhões de pássaros esvoaçantes. Ri-me, então, bem alto, espantado as aves ainda mais. Fiquei feliz. Voltei a adormecer. A viagem terminaria apenas quando a noite terminasse também. Ao primeiro vislumbre de luz solar, desapareceria tudo. Como sempre.

https://br.freepik.com/fotos/trem-fantasma, consultado em 30 de Dezembro, 2025

Friday, December 26, 2025

Why?'???

 


O meu espírito natalício esgotou-se de vez!
Eu devo ter feito muito mal a alguém.... Por que motivo é que as pessoas pensam que podem tudo??
Não há almoços grátis. Mas eu não comi nada. Estou a pagar pelos almoços alheios! 
A lata...

https://www.facebook.com/photo/?fbid=33977938235138351&set=gm.2894950384044048&idorvanity=157947604411020, consultado em 25 de Dezembro, 2025

Saturday, December 20, 2025

“Dies irae”


Muito adequado para a festa da família... cheia de som e de fúria significando nada. 

Monday, December 15, 2025

 





AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA         https://www.facebook.com/photo/?fbid=122162114750600110&set=pcb.122162114840600110, consultado em 11 de Novembro, 2025 




Friday, December 12, 2025

00:39

 Trovoada? Sou eu a tremer, ou é outra coisa?

Monday, November 24, 2025

Kitsch

 


Vou começar a "decorar" a minha casa com tudo aquilo de que eu gosto, mais ou menos. Livros, filmes e pintura. Mondrian vai predominar. Adoro Mondrian!